- Diogo e Olívia
- Durante as férias, dois amigos descobrem, um com o outro, os hábitos da vida saudável, como comer melhor, a importância dos exercícios físicos e os horários ideais para fazê-los, como cuidar da pele, etc. No livro de atividades, as crianças, além de aprender sobre o tema, também podem colorir as ilustrações. - A felicidade das borboletas - Marcela é uma menina especial que a cada dia desenvolve novas habilidades. Ela é cega, mas explica como é enxergar a felicidade com o coração.
- Grande dia - Rodrigo é um garoto especial. É um cadeirante, mas isso não o impede de participar do jogo de futebol.
- João, presta atenção! - O pequeno João descobre que tem dislexia. Todos os seus amigos e familiares vão ajudá-lo, fazendo com que se sinta capaz de fazer muitas coisas.
- Juliana pra lá de bacana! - Este livro nasce de um pedido de uma poetisa de 13 anos, paciente do Hospital Infantil Boldrini. Juliana era uma menina sensível e muito feliz, apesar das privações que a doença lhe causava. Através de sua poesia, muitas crianças e adultos podem aprender a valorizar as coisas simples da vida.
- A voz da estrela - Uma história nascida de uma parceria entre a Fundação Educar e a Associação Viva Cazuza, que fala sobre o preconceito e a falta de informação sobre a aids e como isso pode comprometer o desenvolvimento e a felicidade de uma criança.
- Casa Amarela - O livro conta a história de uhttps://fundacaoeducar.org.br/ma família que reside numa casa amarela e tem um filho chamado Cauã. Os pais do garoto vivem tristes e angustiados, pois o filho tem dificuldade em se comunicar com eles e com o mundo. Até que um dia, na escola de Cauã, um mímico se apresenta e a professora percebe a interação do menino com ele. Como esta história vai mudar?
- Um menino genial - Aceitar as diferenças com muito amor é uma das mensagens retratadas no livro Um menino genial, da autora Keyla Ferrari. Trata-se de uma história que pode acontecer com qualquer família. Maria Clara, uma menina de 11 anos, sonhava em ter um irmãozinho. Um dia, finalmente, seu desejo é realizado e nasce Artur, um menino muito especial. O livro procura mostrar que somos todos diferentes e, por isso, não devemos ter preconceitos e julgar, criticar ou discriminar alguém por ser diferente das outras pessoas.
- Bicho carpinteiro - Rafael tem muita energia para brincar e não consegue ficar parado nem um minuto. A escola, os pais e alguns profissionais ajudam o menino a descobrir na Arte, um modo de extravasar toda a criatividade e a se desenvolver. O talento dele agrada muita gente e nos ensina algumas lições.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
LIVROS INFANTIS PARA BAIXAR GRÁTIS
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
BRINCAR E MAIS QUE APRENDER
Brincar é mais que aprender
A brincadeira é uma experiência essencial, um modo de decidir como percorrer a própria vida com responsabilidade
Lino de Macedo (novaescola@fvc.org.br)
Lino de Macedo | Brincar é mais que aprender, é uma experiência essencial, um modo de decidir como percorrer a própria vida com responsabilidade Foto: Karine Basilio
Por que jogar e brincar pede a repetição? Esses desafios encantam pelo prazer funcional de sua realização. Mesmo que se cansem, as crianças querem (esperam) continuar jogando e brincando. Há um afeto perceptivo, ou seja, algo que agrada ao corpo e ao pensamento. Até o medo e a dor ficam suportáveis, interessantes, porque fazem sentido. Por isso, trata-se de uma experiência que pede repetição por tudo aquilo que representa ou mobiliza. Graças a isso, aprendemos a identificar informações ou qualidades nas coisas ou em nós mesmos - para reconhecer coisas agradáveis e desagradáveis e, assim, variar as experiências e combiná-las das mais variadas formas.
Por que jogar e brincar são formas de representação? Uma das conseqüências maravilhosas, nesse contexto de repetir, variar, recombinar e inventar, é poder criar representações. Quando brincam de casinha, as crianças vivem a experiência de reconstruir o cotidiano e simbolizar a vida. Graças a isso, podem suportar ou compreender os tempos que a mãe, por exemplo, fica longe delas. Representar, mesmo num contexto de faz-de-conta, supõe envolvimento. O representado não está fisicamente aqui, mas simbolicamente sim. Envolver-se é relacionar-se com as coisas de muitos modos. E inventar situações mediadas por pensamentos e histórias construídos na brincadeira. É estar entre, fora, longe, perto, acima, abaixo, é construir simbolicamente um modo de imitar, jogar, sonhar, comunicar e falar com o mundo, inventando uma história nos limites das possibilidades e necessidades.
No primeiro ano de vida, a criança aprende a distinguir entre um sugar que alimenta (o seio) e um sugar que não alimenta (no vazio ou aplicado a um objeto). Graças a isso, pode continuar sugando pelo prazer. A partir do segundo ano, ela aprende a representar, a substituir as coisas pelos sons ou gestos que lhes correspondem. Mas, igualmente, aprende a usar as representações para simbolizar, isto é, recriar a seu modo as coisas e pessoas que lhe são caras. Aprende a jogar ou brincar com a realidade, para representá-la. No processo de desenvolvimento, essas transformações separam sua vida em antes e depois.
Por que jogar e brincar pede formas organizadas de expressão? Para repetir e fazer de conta basta uma pessoa. Mas, ao se desenvolver, a criança não quer só brincar de - ela quer brincar com. Jogos sempre foram experiências de troca. Daí a importância de estabelecer contratos, fixar limites de espaço e tempo, definir objetivos. Realizar um percurso é uma das brincadeiras preferidas das crianças. Mesmo que não saibam, elas estão representando e se preparando para repetir outro percurso que nos foi concedido ao nascer. Percorrer a vida é a tarefa, o problema ou o desejo de todos nós. Não escolhemos a vida, mas devemos escolher os modos de vivê-la. O caminho percorrido não volta. O caminho a percorrer deve ser decidido aqui e agora. Nos jogos, é possível repetir e criar regras, errar e começar de novo. Graças a isso, o outro percurso ganha sentido e passa a ser vivido com mais liberdade e responsabilidade.
Lino de Macedo é professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
MilkShakers Manaus +300 Sabores
Milkshakers Manaus
End.: Manaus Auto Shopping
Av.Djalma Batista, 2010. Loja 10. Bloco A
Ao lado da ENS-UEA e do jornal O DIÁRIO.
De Segunda a Sábado 15h as 22h
Domingo 16h as 22h
Terça Não Funcionamos.
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EPITÁFIO
Titãs
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
Titãs
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...
sábado, 8 de setembro de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
Nanismo Primordial
Artigo publicado em “O Estado de SP”:
Apesar da insegurança de muitos, tamanho não é documento. Agora, com a identificação das mutações responsáveis por um tipo especial de nanismo, foi possível explicar porque uma redução no tamanho de diversos órgãos não implica obrigatoriamente pior desempenho.
Nas formas mais comuns de nanismo, algumas partes do corpo crescem menos que outras de modo que a pessoa, apesar de ter uma altura menor, tem a cabeça e outros órgãos de tamanho normal.
São esses os anões representados por Walt Disney na história da Branca de Neve.
Em outros tipos de nanismo, todas as partes do corpo são reduzidas de maneira proporcional e, apesar disso, os pacientes, na maioria dos casos, têm inteligência normal.
O gene responsável por esse tipo de nanismo, chamado de nanismo primordial, foi identificado. A descoberta talvez ajude a explicar a existência dos pequenos seres humanos que habitaram a Ilha de Flores há milhares de anos.
Como nosso corpo é um enorme conjunto de células, pessoas menores ou têm menos células ou células menores. No caso dos pacientes com nanismo primordial, o tamanho das células é normal, o que implica que essas pessoas têm um número reduzido de células em cada um de seus órgãos.
Essas pessoas chegam à adolescência com uma altura próxima aos 85 centímetros, sendo que já foi registrado o caso de uma menina de inteligência normal que atingiu a maturidade sexual aos 12 anos medindo 65 centímetros e pesando 12 kg.
Mas qual seria o mecanismo responsável pela diminuição proporcional do número de todos os tipos de célula?
Um grupo de cientistas identificou 25 famílias com esse tipo raro de nanismo.
Estudando essas famílias, os cientistas descobriram que em todos os pacientes o gene alterado era o mesmo, chamado PCNT, que se localiza no cromossomo 21.
Esse gene produz uma proteína chamada pericentrina, cuja função já foi estudada em diversos seres vivos. Em todos os pacientes com nanismo primordial, uma mutação no gene PCNT faz com que a proteína pericentrina esteja ausente.
Antes de cada uma de nossas células se dividirem, elas duplicam seus cromossomos. Durante a divisão celular existe um mecanismo que garante que cada uma das células-filhas receba uma cópia de cada um dos cromossomos.
A pericentrina é uma das proteínas que garante que os cromossomos sejam repartidos igualmente durante a divisão celular. Nos pacientes com nanismo primordial, como a pericentrina está ausente, uma fração das divisões celulares resulta em células com um número anormal de cromossomos.
Como estas células não sobrevivem, os cientistas acreditam que a perda de uma parte significativa de cada tipo celular leva estes pacientes a acumularem um número menor de células e, conseqüentemente apresentarem um tamanho homogeneamente reduzido de todos os órgãos.
Talvez o que tenha ocorrido na Ilha de Flores, onde foram descobertos fósseis de uma população de seres humanos miniaturas, foi o aparecimento de toda uma linhagem de seres humanos com uma mutação no gene da pericentrina. Estas pessoas, apesar de menores, provavelmente possuíam inteligência normal o que explica sua sobrevivência por milhares de anos.
O interessante é que a simples existência destas pequenas pessoas com inteligência normal demonstra que também no caso do cérebro, tamanho não é obrigatoriamente documento.
Mais informações em: Mutations in the pericentrin (PCNT) gene causes primordial dwarfism. Science vol.319 pag.816 2008(O Estado de SP, 27/3)
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Poema e Musica PALHAÇO de Baden Powell

BADEN POWELL
Sei que é doloroso
Um palhaço se afastar do palco por alguém
Volta
Que a platéia te reclama
Sei que choras, palhaço
Por alguém que não te ama
Sei que é doloroso
Um palhaço se afastar do palco por alguém
Volta
Que a plateia te reclama
Sei que choras, palhaço
Por alguém que não te ama
Enxuga os olhos
E me dá um abraço
Não te esqueças
Que és um palhaço
Faça a plateia gargalhar
Um palhaço não deve chorar
Sei que é doloroso
Um palhaço se afastar do palco por alguém
Volta
Que a plateia te reclama
Sei que choras, palhaço
Por alguém que não te ama
Enxuga os olhos
E me dá um abraço
Não te esqueças
Que és um palhaço
Faça a plateia gargalhar
Um palhaço não deve chorar
Sei que é doloroso
Um palhaço.
RIO+20
Rio+20: Saiba quais temas foram debatidos na Conferência
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD ou, como é mais conhecida, Rio+20).
Este que é considerado o maior evento já realizado pelas Nações Unidas discutirá dois temas principais: (1) uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; e (2) o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.
O objetivo da Conferência é assegurar um comprometimento político renovado para o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.
Poema Duas Almas de Alceu Wamosy
Duas Almas
Ó tu, que vens de longe, ó tu, que vens cansada,
Entra, e sob este teto encontrarás carinho:
Eu nunca fui amado, e vivo tão sozinho,
Vives sozinha sempre, e nunca foste amada...
A neve anda a branquear, lividamente, a estrada,
E a minha alcova tem a tepidez de um ninho.
Entra, ao menos até que as curvas do caminho
Se banhem no esplendor nascente da alvorada.
E amanhã, quando a luz do sol dourar, radiosa,
Essa estrada sem fim, deserta, imensa e nua,
Podes partir de novo, ó nômade formosa!
Já não serei tão só, nem irás tão sozinha:
Há de ficar comigo uma saudade tua...
Hás de levar contigo uma saudade minha...
Alceu Wamosy, 1895-1923
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Filme Escritores da Liberdade
Escritores da Liberdade.

Baseado em fatos reais, este drama racial possui tantos estereótipos quanto o cinema americano pode proporcionar. Na maioria dos casos, isso seria considerado algo ruim, visto que essa característica tem como ponto negativo enfraquecer personagens e torná-los facilmente esquecíveis tão logo o filme termine. Escritores da Liberdade, porém, trata justamente da discussão do quão prejudicial é tratar pessoas como meros estereótipos. E faz isso com habilidade e, infelizmente, também com um pouco de ingenuidade. Mas falemos sobre os pontos negativos mais tarde, pois o filme é muito bom.
Não são incomuns pessoas que vêem outras nas ruas e julgam-nas pela aparência, automaticamente. Às vezes sem malícia, pois faz parte da [má] formação educacional da pessoa. “Loira burra”, “pobre ignorante”. Estas são algumas dessas pré-concepções. Escritores da Liberdade, porém, trata de grupos raciais que se colidem, por terem que viver no mesmo ambiente: negros, hispânicos e orientais, todos estudando no mesmo colégio. Fazem parte de gangues e vivem em um lugar muito violento. Não dão importância ao estudo e sabem que a expectativa de vida é baixa para muitos deles. Um velho quadro, já muito explorado no cinema norte-americano, o que pode trazer desconfiança a muitos espectadores. O que, afinal, Escritores da Liberdade tem a oferecer de novo?
Não muito, realmente. O filme é bem ingênuo pois é muito óbvio e vários conflitos são muito previsíveis. Quando a idealista e dedicada professora Erin chega como novata à caótica classe, todas as situações ruins pelas quais ela vai passar são antecipáveis. Além do que esse tipo de personagem já foi imensamente explorado em outros filmes de mesmo tema, como Ao Mestre Com Carinho, O Clube do Imperador e, claro, o popular Sociedade dos Poetas Mortos. A verdade é que, apesar dos clichês, o filme conta com boas interpretações (mais a seguir) e sua mensagem é muito bela para ser ignorada.
Erin é interpretada por Hilary Swank e pode-se dizer que, com seu bom trabalho neste filme, a atriz recuperou o prestígio abalado pela bobagem A Colheita do Mal. Com um tipo de personagem já interpretado tantas vezes anteriormente, a atriz consegue demonstrar a complexidade da situação de Erin, que passa por altos e baixos na vida profissional e familiar. Fica bem fácil torcer pelo seu sucesso, e o fato de a personagem ser baseada em alguém real (no finalzinho há uma foto da Erin real, junto de uma turma real) torna os acontecimentos mais interessantes e intensos. Sendo assim, a falta de originalidade de sua personagem não é exatamente um ponto negativo.
Felizmente, a boa qualidade do elenco não pára com Swank. Os alunos, apesar de vivenciarem tipos conhecidos, demonstrar saber lidar com emoções variadas e, fora um ou outro problema com alguns personagens (Eva, por exemplo, não possui justificativa coerente para ter ficado “boa” tão rapidamente), todo o elenco leva o filme com competência. Há, claro, personagens maus, como o racista professor sênior ou a diretora Margaret (Imelda Staunton em papel muito parecido com o executado em Harry Potter 5), mas o diretor e roteirista do filme Richard LaGravenese optou por não dar muita atenção a eles e centrar a história sobretudo nos alunos e na professora, o que foi fundamental para que o ritmo do filme permanecesse agradável.
Escritores da Liberdade é uma pequena e agradável surpresa. Espectadores que se emocionam com facilidade (e que gostam disso) vão encontrar neste filme um agradável prazer. É um trabalho altamente manipulativo, mas demonstra com qualidade que, com grande esforço e muita coragem, é possível sim mudar a sociedade, nem que seja uma pessoa por vez. Ou uma turma de alunos por vez. Piegas, é verdade, mas altamente verdadeiro. Divertido e emocionante e, portanto, recomendável.


Baseado em fatos reais, este drama racial possui tantos estereótipos quanto o cinema americano pode proporcionar. Na maioria dos casos, isso seria considerado algo ruim, visto que essa característica tem como ponto negativo enfraquecer personagens e torná-los facilmente esquecíveis tão logo o filme termine. Escritores da Liberdade, porém, trata justamente da discussão do quão prejudicial é tratar pessoas como meros estereótipos. E faz isso com habilidade e, infelizmente, também com um pouco de ingenuidade. Mas falemos sobre os pontos negativos mais tarde, pois o filme é muito bom.
Não são incomuns pessoas que vêem outras nas ruas e julgam-nas pela aparência, automaticamente. Às vezes sem malícia, pois faz parte da [má] formação educacional da pessoa. “Loira burra”, “pobre ignorante”. Estas são algumas dessas pré-concepções. Escritores da Liberdade, porém, trata de grupos raciais que se colidem, por terem que viver no mesmo ambiente: negros, hispânicos e orientais, todos estudando no mesmo colégio. Fazem parte de gangues e vivem em um lugar muito violento. Não dão importância ao estudo e sabem que a expectativa de vida é baixa para muitos deles. Um velho quadro, já muito explorado no cinema norte-americano, o que pode trazer desconfiança a muitos espectadores. O que, afinal, Escritores da Liberdade tem a oferecer de novo?
Não muito, realmente. O filme é bem ingênuo pois é muito óbvio e vários conflitos são muito previsíveis. Quando a idealista e dedicada professora Erin chega como novata à caótica classe, todas as situações ruins pelas quais ela vai passar são antecipáveis. Além do que esse tipo de personagem já foi imensamente explorado em outros filmes de mesmo tema, como Ao Mestre Com Carinho, O Clube do Imperador e, claro, o popular Sociedade dos Poetas Mortos. A verdade é que, apesar dos clichês, o filme conta com boas interpretações (mais a seguir) e sua mensagem é muito bela para ser ignorada.
Erin é interpretada por Hilary Swank e pode-se dizer que, com seu bom trabalho neste filme, a atriz recuperou o prestígio abalado pela bobagem A Colheita do Mal. Com um tipo de personagem já interpretado tantas vezes anteriormente, a atriz consegue demonstrar a complexidade da situação de Erin, que passa por altos e baixos na vida profissional e familiar. Fica bem fácil torcer pelo seu sucesso, e o fato de a personagem ser baseada em alguém real (no finalzinho há uma foto da Erin real, junto de uma turma real) torna os acontecimentos mais interessantes e intensos. Sendo assim, a falta de originalidade de sua personagem não é exatamente um ponto negativo.
Felizmente, a boa qualidade do elenco não pára com Swank. Os alunos, apesar de vivenciarem tipos conhecidos, demonstrar saber lidar com emoções variadas e, fora um ou outro problema com alguns personagens (Eva, por exemplo, não possui justificativa coerente para ter ficado “boa” tão rapidamente), todo o elenco leva o filme com competência. Há, claro, personagens maus, como o racista professor sênior ou a diretora Margaret (Imelda Staunton em papel muito parecido com o executado em Harry Potter 5), mas o diretor e roteirista do filme Richard LaGravenese optou por não dar muita atenção a eles e centrar a história sobretudo nos alunos e na professora, o que foi fundamental para que o ritmo do filme permanecesse agradável.
Escritores da Liberdade é uma pequena e agradável surpresa. Espectadores que se emocionam com facilidade (e que gostam disso) vão encontrar neste filme um agradável prazer. É um trabalho altamente manipulativo, mas demonstra com qualidade que, com grande esforço e muita coragem, é possível sim mudar a sociedade, nem que seja uma pessoa por vez. Ou uma turma de alunos por vez. Piegas, é verdade, mas altamente verdadeiro. Divertido e emocionante e, portanto, recomendável.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Coleta Seletiva
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Praticas Pedagogicas Multiseriado.
AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DO PROFESSOR FRENTE AO SISTEMA

A presente pesquisa consiste em uma reflexão a cerca da formação acadêmica do professor, que atua na modalidade de ensino multiseriado na educação do campo. Diante das dificuldades enfrentadas pelo professor no processo ensino aprendizagem, faz-se necessário um estudo aprofundado que possa encontrar fundamentos que venham a contribuir para que o professor tenha condições de executar o seu trabalho, desenvolvendo uma prática pedagógica coerente e de acordo com a realidade onde se encontram.
O objetivo principal deste trabalho é o de compreender o processo de ensino na modalidade de ensino multiseriado no campo, obtendo informações sobre a realidade dos profissionais da educação e do processo de ensino aprendizagem, identificando assim as praticas utilizadas pelo professor, analisado tudo o que o faz em sala de aula para um melhor entendimento da forma com que o mesmo encara o multiseriado.
Procedimentos Metodológicos
A coleta que de dados deu-se a partir dos estágios que se dividiram em três momentos, utilizou-se a entrevista estruturada no estagio III para um melhor aproveitamento dos dados já observados nos estágios I e II através da observação participante nos três momentos vivenciados. A pesquisa é de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, pautando-se na dimensão filosófica da fenomenologia, que buscou estudar, descrever e entender o professor frente ao sistema multiseriado adotado.
Com em base em Demo verifica-se o quanto é importante uma formação de qualidade para os professore.
Resultados e discussões
Foi possível perceber na primeira categoria de analise como é grande o descaso para com a educação campesina, pois o poder publico se camufla através do multiseriado para demonstra que esta cuidando da educação mais este processo de educação não é muito confiável não, pois os pais, os aluno não estão satisfeito com isto, mas não são ouvidos, pois o ensino através do multisseriado não corresponde as expectativas que queríamos.
Na segunda categoria vimos os desafios que o professor enfrenta neste sistema, e vimos que a sua luta para tentar atingir uma educação de qualidade para seus educandos é imensa, ele tenta, é um herói por aceitar este desafio, pois os recursos são precários e isso acaba o impedindo de realizar uma boa pratica.
Na terceira categoria procuramos averiguar os pontos positivos deste sistema, mais como encontrar um ponto positivo nele? Isto realmente não foi possível, não há pontos positivos no multisseriado, é um sistema difícil de ser conduzido e quem arrisca precisa ter muita coragem.
Conclusão
A análise realizada nesta pesquisa nos mostrou que a experiência na Escola São SebastiãO II, NA Área de Assentamento Tarumã – Mirim, precisa de um maior comprometimento das autoridades para com a educação nas áreas rurais.
Percebeu-se a grande dificuldade que os professores têm para ministrar aulas no sistema multiseriado, haja vista que eles não tem a formação para isso, e não é só com boa vontade que se faz educação.

MULTISERIADO EM AREAS DE ASSENTAMENTO


Introdução
A presente pesquisa consiste em uma reflexão a cerca da formação acadêmica do professor, que atua na modalidade de ensino multiseriado na educação do campo. Diante das dificuldades enfrentadas pelo professor no processo ensino aprendizagem, faz-se necessário um estudo aprofundado que possa encontrar fundamentos que venham a contribuir para que o professor tenha condições de executar o seu trabalho, desenvolvendo uma prática pedagógica coerente e de acordo com a realidade onde se encontram.
O objetivo principal deste trabalho é o de compreender o processo de ensino na modalidade de ensino multiseriado no campo, obtendo informações sobre a realidade dos profissionais da educação e do processo de ensino aprendizagem, identificando assim as praticas utilizadas pelo professor, analisado tudo o que o faz em sala de aula para um melhor entendimento da forma com que o mesmo encara o multiseriado.
Procedimentos Metodológicos
A coleta que de dados deu-se a partir dos estágios que se dividiram em três momentos, utilizou-se a entrevista estruturada no estagio III para um melhor aproveitamento dos dados já observados nos estágios I e II através da observação participante nos três momentos vivenciados. A pesquisa é de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, pautando-se na dimensão filosófica da fenomenologia, que buscou estudar, descrever e entender o professor frente ao sistema multiseriado adotado.
Com em base em Demo verifica-se o quanto é importante uma formação de qualidade para os professore.
Resultados e discussões
Foi possível perceber na primeira categoria de analise como é grande o descaso para com a educação campesina, pois o poder publico se camufla através do multiseriado para demonstra que esta cuidando da educação mais este processo de educação não é muito confiável não, pois os pais, os aluno não estão satisfeito com isto, mas não são ouvidos, pois o ensino através do multisseriado não corresponde as expectativas que queríamos.
Na segunda categoria vimos os desafios que o professor enfrenta neste sistema, e vimos que a sua luta para tentar atingir uma educação de qualidade para seus educandos é imensa, ele tenta, é um herói por aceitar este desafio, pois os recursos são precários e isso acaba o impedindo de realizar uma boa pratica.
Na terceira categoria procuramos averiguar os pontos positivos deste sistema, mais como encontrar um ponto positivo nele? Isto realmente não foi possível, não há pontos positivos no multisseriado, é um sistema difícil de ser conduzido e quem arrisca precisa ter muita coragem.
Conclusão
A análise realizada nesta pesquisa nos mostrou que a experiência na Escola São SebastiãO II, NA Área de Assentamento Tarumã – Mirim, precisa de um maior comprometimento das autoridades para com a educação nas áreas rurais.
Percebeu-se a grande dificuldade que os professores têm para ministrar aulas no sistema multiseriado, haja vista que eles não tem a formação para isso, e não é só com boa vontade que se faz educação.

Fatores que afastam os alunos do campo da vida escolar.
REFLETINDO SOBRE OS FATORES QUE CAUSAM O AFASTAMENTO DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NA ESCOLA DO CAMPO
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
O interesse pelo estudo surgiu da necessidade de compreender os problemas que vem acontecendo na escola municipal Manapólis situado no Projeto de Assentamento Ipóra, em torno das práticas pedagógicas do afastamento dos alunos da Educação de Jovens e Adultos, na busca de desvelar as dificuldades encontradas pelos professores, gestores e alunos durante o estágio I II e III em observação.
A tal problemática tem como objetivo geral: compreender o afastamento dos alunos da Educação de Jovens e Adultos em uma escola do campo, sendo objetivo específico: identificar o resgate histórico, verificar como os docentes, gestora e educandos o que eles pensam sobre o afastamento dos alunos e reconhecer a Educação de Jovens e Adultos como instrumento de cidadania na educação do campo.
Desta forma busquei como base os teóricos PAIVA (1987) e GADOTTI (2005) para abordar o resgate histórico: FREIRE (2001) e PINTO (2005) dando uma visão mais ampla do afastamento dos educandos e para abordar a Educação de Jovens e Adultos como instrumento de cidadania na educação do campo optou-se pelo estudo de FERREIRA (1993) e COSTA (2007).
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Os procedimentos metodológicos que orientou esta pesquisa é de natureza qualitativa com enfoque dialético, onde foram utilizados instrumento de observação participante e questionário de perguntas abertas com um professor, um gestor e dez alunos com intuito de contribuir na construção da referida pesquisa.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Para análise organizamos os dados em três idéias centrais, tas como: resgate histórico onde enfatiza-se que a Educação de Jovens e Adultos é a chave para um futuro melhor e a porta de entrada para que outras oportunidades apareçam.
De certo modo refletindo sobre os fatores que causam o afastamento dos alunos, os mesmos enfatizam que, a falta de transporte escolar, ramais em péssimas condições e o trabalho na roça faz cm que os mesmos se afastem da escola.
No entanto a Educação de Jovens e Adultos como instrumento de cidadania no campo faz cm que os educandos sejam capazes de enfrentar as dificuldades, possibilitando-os em um futuro melhor e fazendo com que os mesmos possam participar da comunidade e de serem críticos, participativos e conhecedores de seus direitos de cada cidadão atuante em uma sociedade justa e igualitária.
CONCLUSÃO
Para análise organizamos os dados em três idéias centrais, tas como: resgate histórico onde enfatiza-se que a Educação de Jovens e Adultos é a chave para um futuro melhor e a porta de entrada para que outras oportunidades apareçam.
De certo modo refletindo sobre os fatores que causam o afastamento dos alunos, os mesmos enfatizam que, a falta de transporte escolar, ramais em péssimas condições e o trabalho na roça faz cm que os mesmos se afastem da escola.
No entanto a Educação de Jovens e Adultos como instrumento de cidadania no campo faz cm que os educandos sejam capazes de enfrentar as dificuldades, possibilitando-os em um futuro melhor e fazendo com que os mesmos possam participar da comunidade e de serem críticos, participativos e conhecedores de seus direitos de cada cidadão atuante em uma sociedade justa e igualitária.
CONCLUSÃO
De acordo com a pesquisa cheguei aos meus objetivos com sucesso, pela compreensão dos fatores que causavam o afastamento dos alunos. Vale ressaltar o esforço notório do professor, em tentar mantê-los na sala de aula.
Portanto, esta pesquisa visa contribuir à reflexão sobre a Educação de Jovens e Adultos conscientizando-os da importância da educação em seu currículo escolar. Dando estímulo para que o educador assuma e perceba a sua condição de sujeito nesse ato educativo. Nesse sentido, o afastamento dos alunos nos traz a memória e a compreensão que é preciso comprometer-se com a educação, pensar em estratégia a partir da leitura da realidade concreta que se apresenta. Trata-se de respeitar a adversidade cultural, compreender as diferenças e trabalhar a partir das mesmas o contexto social em que a escola e o educando estão inseridos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Filme Vermelho como o Céu.


Vermelho como o Céu: ver a vida com outros olhosAh, essas histórias de superação (verídicas, ainda por cima) sempre cheiram a pieguice. Por sorte, não é o caso. Vermelho como o Céu, de Cristiano Bortone, evita qualquer apelação lacrimogênea e o resultado é que, por isso mesmo, alcança, em sua simplicidade e sinceridade, aquilo que se pode chamar de uma emoção verdadeira. Isto é, não resultante de recursos apelativos.
Dessa maneira o filme foi reconhecido ao ser eleito o melhor entre os estrangeiros pelos freqüentadores da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado. Passou pelo crivo do público exigente porque sabe dosar seus elementos dramáticos com senso de economia e trata seu personagem principal de maneira amorosa, porém sem complacência.
Quem é esse personagem? O garoto Mirco (Luca Capriotti), que tem uma infância como qualquer outra na Toscana dos anos 70. Família remediada, pai de esquerda, Mirco brinca com os amigos, vai com eles ao cinema, vive numa daquelas encantadoras cidades pequenas da Itália. Até o dia em que se fere brincando com uma arma de fogo e passa a ter a visão deficiente. Entra aí na história um dado tão cruel como interessante - na Itália daquela época, as crianças portadoras de deficiência visual eram obrigadas a estudar em escolas especialmente destinadas a elas, o que equivale a dizer que eram segregadas. É o destino de Mirco, que será transferido para um colégio para cegos em Gênova.A idéia central de Bortone é destacar como o desenvolvimento da imaginação pode funcionar como remédio para uma possível limitação. Os meninos vivem uma infância que poderia ser normal: brincam, brigam, competem, aprendem e, quando chega a idade, se interessam pelo sexo. Poderia ser assim mesmo não fosse o pensamento derrotista do diretor que, cego ele próprio, já os coloca como inferiorizados diante da vida. O resto é uma bonita história de superação - e também de transgressão - que o espectador deverá conhecer por si mesmo.
Basta acrescentar que esse filme bastante singelo não precisa flertar com o lugar-comum para reafirmar que o ser humano é bastante plástico e sabe se adaptar mesmo às piores contingências. Basta que tenha alguma assistência e goze da confiança do próximo. Humano para o outro e através do outro, é o que este belo filme reafirma. Vermelho como o Céu entra na linhagem do cinema humanista contemporâneo, parente próximo do igualmente tocante As Chaves de Casa, de Gianni Amelio.
(SERVIÇO)Vermelho como o Céu(Red like the Sky, Itália/ 2004, 95 min.) - Drama.Direção: Cristiano Bortone. 12 anos. Cotação: Bom


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